Sardenha
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| Capital | Cagliari |
| Presidente | Renato Soru (l'Ulivo) |
| Províncias | Cagliari Nuoro Oristano Sassari |
| Municípios | 377 |
| Área | 24,090 km² |
| - Ranked | 3º (8 %) |
| População (2001) - Total - Ranked | 1,631,880 11º (2,9 %) 68/km² |
| Localização da Sardenha em Itália. | |
A Sardenha (Sardigna, Sardinna ou Sardinnia em sardo, Sardegna em italiano, Sardenya em catalão) é uma região autônoma com estatuto especial da Itália meridional com 24090 km² e 1,65 milhões de habitantes, cuja capital é Cagliari. É completamente circundada pelo Mar Mediterrâneo.
A Sardenha é uma das duas regiões cujos habitantes foram denominados "popolo" (i.e. uma população distinta) pelo parlamento italiano. A outra região é Vêneto.
Esta região é composta das seguintes províncias:
As línguas mais faladas na Sardenha são o italiano e o sardo, uma língua românica com influências do fenício, do etrusco e doutras línguas do oriente próximo. Embora esteja em decréscimo de falantes, principalmente os jovens de Cagliari, para o italiano, devido a razões oficiais, ainda é muito falada.
Nas regiões nortenhas de Gallura e Sassari, a língua falada é não o sardo mas uma variação do corso. Na ilha de São Pedro (San Pietro), é falado o dialecto linguriano de Génova. Em Alghero, ao norte, é falado também um dialecto medieval do catalão (o nome desta cidade, em catalão, é L'Alguer), como relembrando-nos que a ilha foi uma colónia catalã no passado.
A ilha conta com várias zonas de turismo extraordinárias, incluindo a Costa Esmeralda e Gennargentu. A ilha é particularmente famosa pelas suas praias mas estão disponíveis outros lugares interessantes.
Há comboios na Sardenha que fazem a conexão de toda a ilha mas são um pouco lentos e alguns usam bitola menor que 1435 mm.
A Corsica Ferries e a Sardinia Ferries ligam a Sardenha às cidades francesas de Toulon e Nice (via Córsega) e às cidades italianas de Savona, Livorno e Civita Vecchia.
A Sardenha é, em extensão territorial, a segunda maior ilha do mar Mediterrâneo (a primeira é a Sicília) e a oitava da Europa. Tem, porém, uma notável extensão de linha costeira, tanto que por muito tempo foi considerada a maior ilha do Mediterrâneo.
Situa-se no centro do Mar Mediterrâneo ocidental, entre a Córsega ao norte, o Mar Tirreno a leste, o canal da Sardenha e a Tunísia ao sul, o Mar da Sardenha e as Baleares a oeste.
Seu território é predominantemente montanhoso. O maior maciço montanhoso se encontra na parte centro-oriental da ilha: o Gennargentu. As ilhas mais importantes são: o arquipélago de Maddalena, l'Asinara, San Pietro e Sant'Antioco.
O clima é essencialmente mediterrânico, com primaveras e outonos quentes, verões muito quentes e invernos suaves. Esta ilha sofre há já alguns anos de seca.
Na Sardenha, tal como em Itália, a moeda é o Euro, mas os sardos ainda se referem, não oficialmente, ao su Francu (ou "su Pidzu"); 1 francu=1,000 Lira Italiana.
Várias minas de ouro e prata continuam operacionais.
Hoje em dia, o seu foco económico é o turismo, indústria, comércio, serviços e tecnologia de informação. Outra economia em crescimento é o vinho famoso, tal como a gastronomia.
A história da Sardenha é muito antiga. Em 1979, vestígios humanos foram datados de 150 000 a.C.
Foi sucessivamente povoada por fenícios, cartagineses, romanos, árabes, bizantinos, espanhóis, saboianos e italianos. Foi chamada de "Ichnusa" pelos fenícios e "Sandalyon" pelos gregos, porque a sua forma lembra uma pegada.
Na Pré-história os habitantes da Sardenha estabeleceram comercializaram obsidiana, uma pedra usada na produção de ferramentas toscas, e este comércio revelou alguns contactos entres os sardos e a maior parte dos mediterrânicos.
Entre o Neolítico e a época do Império Romano, a civilização nurágica tomou conta da ilha. Mesmo actualmente, 7 000 anos depois, vestígios da civilização nurágica sobrevivem. Há suspeitas de que a misteriosa população Shardana chegou à Sardenha, vindo do Mediterrâneo oriental, por volta do Século 20 a.C. Pouco se sabe sobre esta gente, cujo nome (que provavelmente significa Gentes do Mar) foi encontrado numas inscrições egípcias e as maiores hipóteses são avançadas segundo alguns estudos linguísticos. Segundo essas, este povo partiu de Sardis (Lídia) e atingiu o Mar Tirreno, ganhando relações com sardos e etruscos.
Apartir de 1000 a.C., marinheiros fenícios estabeleceram vários portos na costa sarda. Em 509 a.C., a guerra despoletou entre os nativos e os fenícios. Os colonos pediram ajuda a Cartago, e a ilha sarda tornou-se parte do Império Cartaginês. Em 238 a.C., depois de ser derrotada pela República Romana, durante a Primeira Guerra Púnica, Cartago cedeu a Sardenha a Roma.
De 456 a 534, a Sardenha fez parte do curto império dos vândalos no norte de África, até ser reconquistada por Justiniano, imperador bizantino. Sob domínio de Bizâncio, o representante imperial governava a partir de Caralis mas sua autoridade era praticamente inexistente na região montanhosa de Barbagia, na parte oriental da ilha, onde um reino bárbaro persistiu durante nove séculos.
Começando no Século 8, os árabes e berberes realizaram vários ataques à Sardenha. Especialmente depois da conquista da Sicília em 832, os bizantinos estavam incapazes de defender efectivamente o seu território mais longínquo, e o governador local assumiu uma autoridade independente. Para melhor defesa, ele dividiu a ilha em quatro Giudicati: Gallura, Logudoro, Arborea e Caralis. Em 900, esses distritos tornaram-se quatro monarquias constitucionais independentes. Por várias vezes, caíram no poder de Génova ou de Pisa.
Em 1323, o Reino de Aragão começou uma campanha para conquistar a Sardenha; o giudicato de Arborea resistiu e, por um tempo, quase governou a totalidade da ilha mas a sua última governadora, Eleonora di Arborea, foi derrotada pelos aragoneses na decisiva Batalha de Sanluri, a 30 de Junho de 1409. Os nativos de Alghero (S'Alighera em sardo, L'Alguer em catalão) foram expulsos e a cidade foi repovoada pelos invasores catalães, cujos descendentes ainda falam catalão.
Em 1720, a Sardenha tornou-se um reino independente sob a Casa de Sabóia, os governadores de Piemonte. Na época da Reunificação de Itália, em 1860, o rei sardo tornou-se rei da Itália.
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