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Pedro II, "O Magnânimo" Imperador do Brasil (Rio de Janeiro, 2 de Dezembro de 1825 - Paris, 5 de Dezembro de 1891), de nome completo:Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bourbon Bragança e Habsburgo, foi o terceiro e último imperador do Brasil.


Filho de Dom Pedro I e de Dona Leopoldina, nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, e sucedeu seu pai, que abdicou em seu favor no dia 7 de abril de 1831 para retomar a coroa de Portugal. Na ocasião, Pedro II tinha apenas 5 anos de idade e por causa disso estabeleceu-se no Brasil uma forma de governo provisória chamado Período regencial, até que Pedro adquirisse a maioridade. O Período regencial foi bastante conturbado para a sociedade brasileira, terminou em 18 de Julho de 1841, quando Pedro II, na época com apenas 15 anos de idade, foi coroado imperador do Brasil (ele havia sido proclamado maior em julho de 1840).

Pedro II casou-se em 4 de Setembro de 1842, no Rio de Janeiro, com a princesa Teresa Cristina Maria de Bourbon-Sicília, do Reino das Duas Sicílias. Desse casamento nasceram os príncipes Affonso (1845-1847), Isabel (1846-1921), Leopoldina (1847-1871) e Pedro (1848-1850). Isabel, conhecida mais como princesa Isabel, casou-se com o príncipe francês Louis Philippe Marie Ferdinand Gaston d'Orleans, o Conde D'Eu, filho de Louis Charles Philippe Raphael, Duque de Nemours.

Pedro II esteve na exposição de Filadélfia, Estados Unidos, em 1876, ocasião em que Alexander Graham Bell demonstrou a sua nova invenção: o telefone. Provavelmente, Pedro II foi o primeiro brasileiro a usar um telefone. Na ocasião, ele citou o clássico de William Shakespeare em Hamlet: Ser ou não ser, para em seguida exclamar: Esta coisa fala! De espírito liberal, o imperador ajudou na industrialização do país, sendo o responsável pela introdução do trem no Brasil, através da concessão dada ao Visconde de Mauá para a construção da primeira ferrovia brasileira, incentivou a cultura e pesquisa e aboliu a escravidão, através de sua filha a princesa Isabel. Criou e reformulou várias escolas e faculdades e fundou em 21 de Outubro de 1838 o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o IHGB, inspirado no Institut Historique de Paris.

Em determinado momento seu governo entrou em conflito com os elementos mais conservadores da sociedade. Naquela época, as forças sociais mais importantes e que davam sustentação ao Império eram a aristocracia rural, formada pelos senhores de escravos, o Exército Imperial e a Igreja católica.

As dificuldades da economia, agravadas com os gastos decorrentes da Guerra do Paraguai e, principalmente, a abolição da escravatura colocaram a aristocracia rural contra o imperador. O exército, por sua vez, buscava maior autonomia - que considerava consequência natural do sucesso na guerra - e estava bastante influenciado pelas idéias positivistas e republicanas. A Igreja simpatizava cada vez menos do imperador que era maçon e procurava criar um Estado laico, separando a política da religião.

Ao mesmo tempo, as antigas forças liberais que o apoiavam passaram a achar que ele já estava velho e ultrapassado e que não era mais capaz de promover rapidamente as reformas que o país almejava. Apesar de gozar de boa reputação entre a população de uma forma geral, Pedro II foi deposto de forma pacífica e sem nenhuma espécie de participação popular no dia 15 de Novembro de 1889, através de um golpe militar do qual fez parte o Marechal Deodoro da Fonseca, que seria mais tarde o primeiro presidente republicano brasileiro. Pedro II aceitou com certa naturalidade o golpe, fazendo ardentes votos por sua grandeza e prosperidade ao novo regime. O ex-imperador e sua família foram exilados e mudaram-se inicialmente para Portugal e a seguir para França.

Mesmo no exílio, Pedro II continuou a contribuir para a cultura nacional através da doação de sua coleção particular de documentos e peças de arte.

Pedro II faleceu em Paris no dia 5 de Dezembro de 1891. Mais tarde, em 1922, seu corpo e o de sua esposa foram transladados para o Brasil. Em 1939, em solenidade que contou com a presença de autoridades e do presidente da época, Getúlio Vargas, o imperador e a imperatriz foram sepultados na cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, num mausoléu construído especialmente para a ocasião.

Atualmente, no Brasil, pode-se encontrar facilmente o nome de Pedro II em monumentos, rodovias e principalmente em estabelecimentos de ensino.

Descendência

De sua mulher, Teresa de Bourbon, princesa das Duas Sicílias (1822-1889)

Ligações externas

Bibliografia

  • As Barbas do Imperador, Lilia Moritz Schwarcz, Cia das Letras, I.S.B.N.: 8571648379
Precedido por:
Pedro I
Imperador do Brasil
18411889
Seguido por:
Nenhum
Precedido por:
Período regencial
Segundo Império
18411889
Seguido por:
República Velha


Família Imperial Brasileira
Precursores - João VI de Portugal - Rainha Carlota Joaquina
Primeira generação - Pedro I - Imperatriz Leopoldina - Amélia de Leuchtemberg
Segunda geração - Pedro II - Imperatriz Teresa Cristina - Maria II de Portugal - Princesa Francisca de Bragança
Terceira geração - Princesa Isabel - Conde Gastão d'Eu


BIOGRAFIAS

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