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Papa Bento XVIEnviar esta página por emailFormato de impressăoGuardar a página nos favoritosProcurar em lojas / na loja items relacionados com Papa Bento XVIAumentar tamanho do textoDiminuir tamanho do texto

Bento XVI nasceu em Marktl am Inn no dia 16 de abril de 1927 foi eleito com a idade de 78 anos e 3dias é o actual papa da Igreja Católica. Foi eleito para suceder ao Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de Abril. Anteriormente, era o Cardeal Joseph Ratzinger (escutar ajuda ficheiro).

Biografia

Infância e Juventude

Joseph Ratzinger nasceu em 16 de abril de 1927 em Marktl am Inn, na Baviera, Alemanha, filho de um oficial de polícia contrário ao regime nazista. Em 1937 o seu pai reformou-se e a família muda para Traunstein. Quando fez 14 anos (1941), Joseph aderiu à Juventude Hitleriana e, de acordo com o seu biógrafo John Allen, não era um membro entusiasta. A pertença à juventude hitleriana para crianças alemãs era oficialmente obrigatória desde 1938 até o fim do terceiro Reich em 1945. Ele recebeu gratuidade escolar devida à pertença a esse grupo, mesmo não participando de seus encontros, graças à amizade com um professor de história filiado ao partido Nacional Socialista, que lhe deu aula no seminário.

Serviço Militar

Em 1943, com 16 anos, foi incorporado no Exército Nazista Alemão, numa divisão da Wehrmacht encarregada da bateria de defesa anti-aérea da fábrica da BMW nos arredores de Munique. Fez treino básico de infantaria e foi colocado na Hungria, onde armadilhou minas de defesa anti-tanque até fugir em Abril de 1944 (arriscando-se à pena de morte).

Ratzinger é dispensado do serviço militar em novembro de 1944 por motivos de saúde não declarados, permanecendo até as forças aliadas invadirem a Alemanha. Entrega-se e chega a ser preso por um curto período. Em 1945 foi detido num campo aliado para prisioneiros de guerra em Ulm, sendo libertado em Junho.

Início da vida religiosa

Com o irmão, Georg Ratzinger, Joseph entrou num seminário católico. Em 29 de Junho de 1951, foram ambos ordenados sacerdotes pelo Cardeal Faulhaber de Munique. A sua dissertação (1953) versou o tema de Santo Agostinho, e uma segunda foi elaborada sobre São Boaventura.

Ratzinger foi professor na Universidade de Bona (Bonn) entre 1954 e 1963, transferindo-se para a Universidade de Münster. Em 1966, toma a cátedra de Teologia dogmática na Universidade de Tübingen, onde foi colega de Hans Küng e confirmou uma certa visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis dos anos 60. Em 1969 regressa à Baviera, para leccionar na Universidade de Regensburg (Ratisbona).

No Segundo Concílio do Vaticano (19621965), Ratzinger assistiu como peritus (especialista em teologia) o Cardeal Joseph Frings de Colónia. Foi também quem apresentou a proposta da realização da missa em língua local em vez do latim.

Ascensão a bispo e cardeal

Joseph foi nomeado em março de 1977 Arcebispo de Munique e Cardeal no dia 27 de Março de 1977 (pelo Papa Paulo VI

Em 1981, Ratzinger foi apontado como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé pelo Papa João Paulo II, cargo que manteve até ao falecimento do seu antecessor. Foi designado bispo-cardeal da Sé Episcopal de Velletri-Segni em 1993, e tornou-se Decano do Colégio Cardinalício em 2002, tornando-se o bispo titular de Ostia. Foi um dos homens mais influentes no Vaticano e próximo ao Papa João Paulo II.

Durante vinte e três anos (no período do Papa João Paulo II), foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, (forma como o Tribunal da Santa Inquisição passa a ser chamado a partir de 1908).

Ratzinger foi e é um dos mais poderosos integrantes da Cúria Romana. Ele era um velho amigo de João Paulo II e compartilhava das posições ortodoxas do Papa. O ex-frei Leonardo Boff, brasileiro, um dos expoentes da Teologia da Libertação, teve voto de silêncio imposto por Ratzinger em 1985 devido às suas posições políticas marxistas.

Ratzinger torna-se Bento XVI

Aos 78 anos, o Cardeal Joseph Ratzinger é eleito papa pelo colégio de cardeais. O conclave foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas 4 votações e duração de apenas 22 horas.

Eleição

Às 17h50 do dia 19 de Abril de 2005 (hora do Vaticano), fumo branco saía da chaminé na Capela Sistina. Cerca de quinze minutos depois, às 18h04, soavam os sinos da Basílica de São Pedro. O nome do cardeal alemão foi anunciado cerca das 18h40 locais, da varanda da Basílica de São Pedro, onde o novo Papa surgiu minutos depois, aclamado por milhares de pessoas que preenchiam a Praça de São Pedro, o coração do Vaticano.

Anúncio (Habemus Papam)

Annuntio vobis gaudium magnum; habemus Papam: Anuncio-vos uma grande alegria; Temos Papa:
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, O Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor
Dominum Josephum D. José
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Ratzinger Cardeal da Santa Igreja Romana Ratzinger
qui sibi nomen imposuit Benedictum XVI. Que atribui a si mesmo o nome Bento XVI.

Primeira declaração

Em resposta a esse anúncio, sua primeira declaração ao público, depois de eleito Papa, segue:

"Queridos irmãos e irmãs:

Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples, humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e atuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio em vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado."

O papa Bento XVI

O nome "Bento"

A escolha do nome Bento é uma provável homenagem ao último papa a adotar o nome Bento, que foi o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914 e 1922. Conhecido como o "Papa da paz", Bento XV tentou, sem sucesso, negociar a paz durante a Primeira Guerra Mundial. Seu pontificado foi marcado por uma reforma administrativa da igreja, possuindo um caráter de abertura e de diálogo.

Além disso, São Benedito (26 de março de 1748 - 16 de abril de 1783), morreu no mesmo dia que Joseph Ratzinger nasceu, 16 de abril.

Alguns analistas, como dom Antônio Celso de Queirós, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), relacionam a adoção do nome Bento com a atuação de São Bento de Núrsia (480-547), fundador da ordem beneditina e padroeiro da Europa. Após as invasões bárbaras, os mosteiros de São Bento foram responsáveis pela manutenção da cultura latina e grega e pela evangelização da Europa. A escolha do nome deste Santo representaria, portanto, que uma das prioridades do papado de Bento XVI será a "recristianização da Europa".

Em sua 1ª audiência geral, o Papa confirmou que a escolha de seu nome foi uma homenagem ao Papa Bento XV e a São Bento de Núrsia.

Prováveis ações como Papa

O grande mote de Joseph Cardinal Ratzinger, nos dias que antecederam o conclave, foi a questão do secularismo e do relativismo. Acredita-se que o papa Bento XVI será um grande defensor dos valores absolutos, da doutrina e do dogma da Igreja. Uma de suas últimas obras Dominus Iesus dispõe-se a tratar da questão do relacionamento do catolicismo com as outras religiões, na qual a Congregação para a Doutrina da Fé defende, nas palavras de Ratzinger, tolerância e respeito, sem ignorar a Revelação de Cristo e o primado salvífico da Igreja Católica.

Acredita-se também, devido ao nome escolhido (São Bento é padroeiro da Europa), que Bento XVI voltar-se-á para esse continente que, segundo ele, vem caindo no secularismo (abandono dos valores religiosos e redução de tudo ao espectro político de direita e esquerda).

Para Daniel JohnsonLINK, podemos esperar uma cruzada rigorosa contra a eugenia e a eutanásia, graças a convivência do papa com as mazelas do nazismo, mas que haverá uma abertura ao ecumenismo, principalmente em relação às igrejas católicas ortodoxas e protestantes. Também diz que o papa deve entusiasmar os fiéis com suas interpretações da teologia, animando, por exemplo, os jovens com a Teologia do Corpo, que vê a sexualidade como uma emanação do amor divino.

Acções do Papa

Indulgências

A 13 de Agosto de 2005, o cardeal americano James Francis Stafford anunciou no Vaticano que seria concedida uma indulgência (a absolução de todos os pecados) aos participantes na Jornada Mundial da Juventude a realizar entre 13 e 21 de Agosto de 2005 em Colónia. Mais detalhes em Indulgência plenária da Jornada Mundial da Juventude de 2005.

Proibição da ordenação de homossexuais

No dia 31 de agosto de 2005, o papa Bento XVI aprovou um documento eclesiástico segundo o qual, a igreja "não poderá admitir no seminário e nas ordens sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais enraizadas ou apoiam o que se chama a 'cultura gay'". Segundo Sua Santidade, a ordenação sacerdotal não é um direito, mas uma vocação, e o fomento à homossexualidade "cria obstáculos a uma relação justa com homens e mulheres". Tal proibição, contudo, não afeta os sacerdotes homossexuais já ordenados.

Pensamento teológico

Refere-se que as suas idéias se aproximam das da Opus Dei, embora não seja membro desta prelatura. De cunho considerado conservador pela mídia, Bento XVI adoptará possivelmente no seu Pontificado propostas semelhantes às do seu antecessor.

Nos anos 90, o Cardeal Ratzinger participou da elaboração de documento sobre a concepção humana como sendo o momento da animação. A partir da união do óvulo com o espermatozóide temos uma vida humana perante Deus. Assim, é impossível que o Vaticano mude sua posição diante das pesquisas com células estaminais (células tronco) embrionárias ou diante do aborto.

Principais críticas

Uma crítica feita pela mídia à escolha de Joseph Ratzinger foi que o papado continua na Europa e mais uma vez a América Latina (região do mundo com mais católicos) continua sem ter um Papa. Outra foi sobre a postura pouco clara em relação aos crimes de pedofilia nos EUA e a sua firme negação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em todo o mundo.

Outra crítica, feita principalmente por setores progressistas da Igreja Católica foi que Bento XVI rejeita uma maior participação da mulher na hierarquia, a política de esquerda da Teologia da Libertação no terceiro mundo e o uso de métodos contraceptivos artificiais.

Bento XVI é contrário à ordenação de mulheres e defende a necessidade de moralidade sexual. Para ele, "a única forma clinicamente segura de prevenir a SIDA é se comportar de acordo com a lei de Deus", com quem concordam vários movimentos da igreja, como a Renovação Carismática, os Focolares e a Comunhão e Libertação, por exemplo.

Ordenações episcopais

O Cardeal Joseph Ratzinger foi o principal sagrante dos bispos indicados abaixo.

Antes do pontificado

Obras publicadas

(não exaustivo)

Antes do papado

  • Dominus Iesus. Loyola, 2000.
  • O sal da terra. Imago, 1997.
  • A Igreja e a nova Europa. Verbo (Brasil), 1994.
  • Eschatology. Catholic University, 1989.
  • Introduzione al Cristianismo. Queriniana Editrice, 2003.
  • La comunione nella Chiesa. San Paolo Edizioni, 2004.
  • Fede, verita e tolleranza. Cantagalli, 2003.
  • Il cammino pasquale. Ancora, 2000.
  • João Paulo II. 2000.

Ligações externas

Ver também

A Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Papa_Bento_XVI.
A Wikinotícias tem uma notícia relacionada com este artigo:
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