Benito Mussolini






Benito Amilcare Andrea Mussolini (Dovia di
Predappio,
Forli,
29 de Julho de
1883 —
Giulino di Mezzegra,
Como,
28 de Abril de
1945) foi
jornalista e
político italiano. Governou com poderes ditadoriais a
Itália, entre
1922 a
1943, autodenominando-se
Il Duce, que significa em
italiano "o líder".
Mussolini nasceu em Predappio, próximo de Forlì, em Romagna. O seu pai, Alessandro, era um ferreiro alcóolatra, e sua mãe, Rosa Maltoni, uma humilde professora primária. Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se um socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito corrente do tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922). Ele formou-se como professor de escola primária em 1901. Em 1902 emigrou para a Suíça. Incapaz de encontrar um emprego permanente ali, tendo sido inclusivamente preso por vagabundagem, ele foi expulso. Regressou a Itália, onde cumpriu o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade austríaca de Trento em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado "A amante do cardeal". Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.
Carreira política
No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal Avanti, de que era redator-chefe. Em 1914, dirigiu o jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército, quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.
Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido. Sua oratória era tão notável &ndash possuía uma bela voz digna de um barítono – quanto seu uso eficaz de propaganda política. Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, guindou-se a chefe do partido (Duce), e em 1922 organizou a famosa marcha sobre Roma. À frente das suas milícias (chamadas de camicia nera, camisas negras), seguidas por milhares de camponeses e de grande parte de outros sectores da população, exigiu reformas sociais e a mudança do gabinete ministerial. Como resultado, foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos na governação do país.
Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa companha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indenização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo virava a religião oficial da Itália e se proibia a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Em 1935, invadiu a Abissínia (atual Etiópia), perdendo assim o apoio da França e da Inglaterra, até então seus aliados políticos. Somente então aliou-se de fato a Adolf Hitler, com quem firmaria vários tratados. Em 1936, assinou com o Führer e com o Japão o Pacto Tripartite, pelo qual Alemanha, Itália e Japão formavam uma aliança político-militar que levaria o mundo à Segunda Guerra Mundial.
Em 1938 ocupou a Albânia e enviou vários destacamentos que lutaram ao lado dos falangistas de Franco durante a Guerra Civil de Espanha. Em seguida, fez os exércitos italianos atacarem a Grécia – apenas para serem expulsos em oito dias. Com o início da Segunda Guerra Mundial combateu os aliados e, após várias e quase consecutivas derrotas, apesar do apoio militar alemão e sobretudo depois do desembarque aliado na Sicília, caiu em desgraça, vindo a ser derrubado e preso em 1943. Libertado pelos alemães, tentaria ainda fundar a República Social Italiana, ao Norte do país, mas pouco depois viria a ser novamente preso por guerrilheiros da resistência italiana, que o fuzilaram a 28 de abril de 1945, juntamente com a sua companheira, Clara Petacci – que embora pudesse fugir, preferiu permanecer ao lado do Duce até o fim. As útimas palavras deste – em óbvia deferência à sua personalidade egocêntrica – foram: "Atirem aqui" (disse ele apontando o peito). "Não destruam meu perfil". Seus corpo e o de Clara ficaram expostos à execração pública durante vários dias, numa praça de Milão.